(Visão do Javi)
Conduzi até casa. Entrei e atirei-me para o sofá. Não podia ser. O que eu fui fazer?
Se bem que só a “conheço” há menos de um dia. Pronto, se era isso que ela achava, apesar de ser mentira, eu não podia fazer nada. Decidi ligar ao Rúben para saber se ele queria fazer algo antes do treino. Ele disse-me que ia ter com o David a casa dele. Fiquei de ir lá ter também. De casa do David seguimos para o treino e no fim combinamos que eu lhes ligaria no fim do almoço para fazermos algo antes do treino da tarde.
Fui almoçar a casa, não sabia cozinhar muito bem, mas tinha lá daquelas comidas prontas que era só meter no microondas. Era bom, fácil e rápido. Acabei por almoçar lasanha. No fim, fui descansar um bocado para o sofá.
Ela não me saia da cabeça, como é que era possível? Não podia. A Elena fazia decididamente parte do meu passado mas aquela rapariga, a Margarida. Tinha de parar de pensar, era só uma simples fã que conheci numa noite e que no dia seguinte fui tomar o pequeno-almoço com ela, nada mais. Tinha de me mentalizar disso.
Levantei-me, peguei no telemóvel e liguei ao David. Estranhei, tinha o telemóvel desligado. Liguei ao Rúben. Atendeu ao segundo toque.
- Rúben, era para saber como é.
- Olha Javi, agora não dá mesmo. – Notei preocupação na sua voz.
- Que se passa?
- O David tem o telemóvel desligado e não está em casa.
- Vais ver que ficou sem bateria e foi a algum lado.
- Deve ser isso.
- Mas deixa lá. Vemo-nos no treino então?
- Sim.
- Até logo.
- Até logo.
Decidi ir mais cedo para não pensar no que não devia.
O treino correu bem. O Rúben e o David não apareceram. Estranhei e no fim liguei ao Rúben. Não podia acreditar. O David estava no hospital e muito mal pelo que o Rúben disse. Ele disse para não alarmar o pessoal mas foi tarde demais. Tinha o telemóvel em alta voz.
Acabamos todos de nos vestir e seguimos em peso para o hospital.
Realmente, este dia não podia estar a correr pior, será que iria acabar da mesma maneira?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
25º Capitulo - "Obrigada, desculpa, amo-te" ( Parte II )
Cheguei ao pé do Rúben e da Inês. Eles continuavam agarrados e sentados.
- Bia, como estás?
- Bem. Disse tudo que tinha a dizer. Apesar do tudo ser nada neste momento.
- Tem calma meu amor.
- Familiares de David Marinho.
- Somos nós.
- Acompanhem-me por-favor.
Seguimos atrás do médico. Eu tinha o coração nas mãos. Apesar de já estar minimamente preparada para o que se estava a passar, ter agora a certeza de tudo era mau de mais.
Entramos no quarto do David. Ele continuava igual mas sem a máquina que o permitia viver ao lado dele. Tinha chegado o seu fim.
Agarrei-me a ele a chorar, não podia ser, não.
- Menina, está bem?
- Doutor, acha que ela está bem? O namorado acaba de morrer e acha que ela pode estar bem? – Foi a Inês que respondeu por mim.
- Mas … - Tentou dizer o doutor mas o desta vez foi o Rúben que falou.
- Mas nada, nem sei como consegue estar tão calmo, vê-se mesmo que não é nada consigo.
Eu continuava a chorar agarrada ao David.
- Eu estou calmo porque … - Voltarem-no a interromper mas desta vez a pessoa que eu menos estava há espera.
- Porque eu não morri. – O David, ele não morreu. Ele falou. Nesse momento levanto a minha cara e olho-o nos olhos. Ele sorria.
- Mas como … o … doutor disse …. – Tentei eu falar mas sem sucesso.
- Eu sei o que disse e nem sei o que aconteceu . Foi um milagre.
- Um milagre chamado amor. – Completou o David.
------------
Sei que é pequenino, mas nao estava nos meus planos publicar a continuaçao hoje. Mas fui "ameaçada" xD
Espero que gostem (;
- Bia, como estás?
- Bem. Disse tudo que tinha a dizer. Apesar do tudo ser nada neste momento.
- Tem calma meu amor.
- Familiares de David Marinho.
- Somos nós.
- Acompanhem-me por-favor.
Seguimos atrás do médico. Eu tinha o coração nas mãos. Apesar de já estar minimamente preparada para o que se estava a passar, ter agora a certeza de tudo era mau de mais.
Entramos no quarto do David. Ele continuava igual mas sem a máquina que o permitia viver ao lado dele. Tinha chegado o seu fim.
Agarrei-me a ele a chorar, não podia ser, não.
- Menina, está bem?
- Doutor, acha que ela está bem? O namorado acaba de morrer e acha que ela pode estar bem? – Foi a Inês que respondeu por mim.
- Mas … - Tentou dizer o doutor mas o desta vez foi o Rúben que falou.
- Mas nada, nem sei como consegue estar tão calmo, vê-se mesmo que não é nada consigo.
Eu continuava a chorar agarrada ao David.
- Eu estou calmo porque … - Voltarem-no a interromper mas desta vez a pessoa que eu menos estava há espera.
- Porque eu não morri. – O David, ele não morreu. Ele falou. Nesse momento levanto a minha cara e olho-o nos olhos. Ele sorria.
- Mas como … o … doutor disse …. – Tentei eu falar mas sem sucesso.
- Eu sei o que disse e nem sei o que aconteceu . Foi um milagre.
- Um milagre chamado amor. – Completou o David.
------------
Sei que é pequenino, mas nao estava nos meus planos publicar a continuaçao hoje. Mas fui "ameaçada" xD
Espero que gostem (;
domingo, 6 de fevereiro de 2011
25º Capitulo - "Obrigada, desculpa, amo-te." ( Parte I )
Olhei directamente para os seus olhos, apesar de estarem fechados dava-me mais segurança.
- David, costuma-se dizer que é nas horas más que a gente vê quem realmente é importante para nós, pois, neste momento todas as minhas dúvidas desapareceram, todas as inseguranças, medos e incertezas acabaram. Sei que pode ser tarde de mais mas há coisa que precisas de saber. – As lágrimas dominavam já os meus olhos sem pedirem licença para tal. – Quando vi que foste tu que quase me atropelas-te eu só queria gritar, pular, tudo que possas imaginar. Acho que nunca te cheguei a dizer, mas eu desmaiei não só por estar fraca mas também por perceber que estava diante o grandioso David Luiz. Depois veio a história da Inês. Depois deixamos de falar, até que chegou o dia do teu aniversário. Cantar aquela canção e saber que estavas lá. Depois tu falas-te e eu percebi que também tinha mexido contigo. Depois apareceu o Tiago e eu rejeitei-te. Aí foi tanta coisa ao mesmo tempo. Eu estava muito confusa. 1 mês, foi esse o tempo que estivemos sem falar. Posso dizer que foi o segundo mês que mais me custou a passar, o primeiro foi o mês a seguir á morte do meu pai. O jogo, o jantar, a miss, sinceramente David, podias ter arranjado uma namorada melhor. Eu sei que fui muito estúpida contigo no telhado do bar. Mas estava muito confusa. Eu gostava de ti, não sei até que ponto mas gostava. Mas eram tantas coisas contra, a idade, o estatuto social, a beleza, as fãs e eu não ter a certeza do que sentia. E depois pensava, será que ele um dia não se irá arrepender? É que admitamos que eu não sou nenhum top model, muito pelo contrário. Eu tinha medo de arriscar e sair outra vez magoada como sai com o Tiago. Tu não tens noção de como eu o amei e entreguei-me por completo, com o Tiago atirei-me de cabeça e sai magoada, não queria que isso acontecesse de novo. Mas também não te queria perder, mesmo estando um tanto ou quanto confusa decidi arriscar. Hoje, quando o Tiago em beijou, sou-te sincera no inicio queria parar o beijo, mas as forças falharam-me e fui fraca. Então, pensei que talvez ainda o amasse, ou seja, gostasse dos dois ao mesmo tempo. Mas quando soube do acidente, David, eu tive a minha certeza. Eu amo-te com todas as minhas forças. O Tiago pertence ao meu passado e é lá que vai continuar. Pode ser tarde mas eu tinha de te dizer isto tudo. Por-favor David, não me deixes. Eu preciso de ti, a minha vida já não é a mesma. Tu mudaste-me, mas mais importante, ensinaste-me a voltar a amar. Estejas onde estiveres, nunca te esqueças que eu te amo e serás para sempre o amor da minha vida, mesmo que morras eu nunca mais voltarei a amar ninguém como te amo a ti. Obrigada, desculpa, amo-te.
Acabei de falar, levantei-me. Dei-lhe um beijo, o nosso último beijo. Foi leve mas sentido. Foi um beijo de despedida mas também de futuro. Foi o primeiro e o último beijo que ia dar ao David, tendo a certeza absoluta que o amava.
Fiz-lhe um festa na cara, larguei-lhe a mão e uma última lágrima minha caiu mesmo em cima do sítio onde se encontra o seu coração.
Sai do quarto em direcção a um futuro inexistente, pois sem o David a meu lado não queria ter futuro, não queria viver. Só queria ir para onde ele estivesse e poder ama-lo e me deixar ser amada.
- David, costuma-se dizer que é nas horas más que a gente vê quem realmente é importante para nós, pois, neste momento todas as minhas dúvidas desapareceram, todas as inseguranças, medos e incertezas acabaram. Sei que pode ser tarde de mais mas há coisa que precisas de saber. – As lágrimas dominavam já os meus olhos sem pedirem licença para tal. – Quando vi que foste tu que quase me atropelas-te eu só queria gritar, pular, tudo que possas imaginar. Acho que nunca te cheguei a dizer, mas eu desmaiei não só por estar fraca mas também por perceber que estava diante o grandioso David Luiz. Depois veio a história da Inês. Depois deixamos de falar, até que chegou o dia do teu aniversário. Cantar aquela canção e saber que estavas lá. Depois tu falas-te e eu percebi que também tinha mexido contigo. Depois apareceu o Tiago e eu rejeitei-te. Aí foi tanta coisa ao mesmo tempo. Eu estava muito confusa. 1 mês, foi esse o tempo que estivemos sem falar. Posso dizer que foi o segundo mês que mais me custou a passar, o primeiro foi o mês a seguir á morte do meu pai. O jogo, o jantar, a miss, sinceramente David, podias ter arranjado uma namorada melhor. Eu sei que fui muito estúpida contigo no telhado do bar. Mas estava muito confusa. Eu gostava de ti, não sei até que ponto mas gostava. Mas eram tantas coisas contra, a idade, o estatuto social, a beleza, as fãs e eu não ter a certeza do que sentia. E depois pensava, será que ele um dia não se irá arrepender? É que admitamos que eu não sou nenhum top model, muito pelo contrário. Eu tinha medo de arriscar e sair outra vez magoada como sai com o Tiago. Tu não tens noção de como eu o amei e entreguei-me por completo, com o Tiago atirei-me de cabeça e sai magoada, não queria que isso acontecesse de novo. Mas também não te queria perder, mesmo estando um tanto ou quanto confusa decidi arriscar. Hoje, quando o Tiago em beijou, sou-te sincera no inicio queria parar o beijo, mas as forças falharam-me e fui fraca. Então, pensei que talvez ainda o amasse, ou seja, gostasse dos dois ao mesmo tempo. Mas quando soube do acidente, David, eu tive a minha certeza. Eu amo-te com todas as minhas forças. O Tiago pertence ao meu passado e é lá que vai continuar. Pode ser tarde mas eu tinha de te dizer isto tudo. Por-favor David, não me deixes. Eu preciso de ti, a minha vida já não é a mesma. Tu mudaste-me, mas mais importante, ensinaste-me a voltar a amar. Estejas onde estiveres, nunca te esqueças que eu te amo e serás para sempre o amor da minha vida, mesmo que morras eu nunca mais voltarei a amar ninguém como te amo a ti. Obrigada, desculpa, amo-te.
Acabei de falar, levantei-me. Dei-lhe um beijo, o nosso último beijo. Foi leve mas sentido. Foi um beijo de despedida mas também de futuro. Foi o primeiro e o último beijo que ia dar ao David, tendo a certeza absoluta que o amava.
Fiz-lhe um festa na cara, larguei-lhe a mão e uma última lágrima minha caiu mesmo em cima do sítio onde se encontra o seu coração.
Sai do quarto em direcção a um futuro inexistente, pois sem o David a meu lado não queria ter futuro, não queria viver. Só queria ir para onde ele estivesse e poder ama-lo e me deixar ser amada.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
24º Capitulo - "E assim estava o meu David, numa cama de hospital. "
- Rúben, o que é que se passa? – As lágrimas já há muito que deixaram de estar só nos meus olhos. Estavam também em toda a cara assim como na minha roupa. O Rúben não falava apenas continuava naquela posição. – Rúben, fala comigo.
- Bia…
- Fala.
- O David… ele…
- Ele o quê Rúben?
- Ele ainda está inconsciente. Está assim 3horas e os médicos disseram que se …
- Aí, fala de uma vez.
- Que se ele não acordasse em breve teriam de desligar a máquina que o faz viver. –
Quando o Rúben disse aquilo eu perdi as forças e cai no chão. Não desmaiei, apenas as minhas pernas perderam as forças. Fiquei sentada, numa posição estranha mas sentada.
Não queria acreditar no que acabara de ouvir, não, o David, o meu David, por minha culpa. Eu amo-o, eu sei que sim.
Costuma-se dizer que é nas horas más que a gente vê quem realmente é importante para nós, pois, neste momento todas as minhas dúvidas desapareceram, todas as inseguranças, medos e incerteza acabaram. Eu amo o David e ninguém, nem mesmo eu, pode duvidar disso.
O Tiago é passado, aliás, desde que conheci o David que ele sempre foi passado, mas eu, fui fraca, fui incapaz de clarificar as ideias na minha cabeça.
Agora tudo estava no seu devido lugar mas seria tarde demais? A minha mãe sempre dizia que nunca era tarde, mas neste caso eu não tinha tanta certeza disso.
Os meus pensamentos são interrompidos pela entrada do médico na sala.
- Familiares de David Marinho. – Eu, o Rúben e a Inês posemo-nos logo de pé.
- Somos nós. – Respondemos os três.
- O David continua no mesmo estado, se dentro de 10 minutos não acordar, a máquina será desligado.
- Mas doutor, porque não lhe dá mais tempo? – Perguntou a Inês, que dos três devia ser a menos nervosa.
- Porque nos casos como o do David, se o paciente não acordar nas 3horas seguintes não acorda mais.
- Quando podemos ir vê-lo? – Desta vez, foi o Rúben que perguntou.
- Era isso mesmo que lhes vinha dizer. Têm 10 minutos mais ou menos para as despedidas.
- Obrigada. – Respondeu a Inês.
- Os meus sentimentos. Era um grande jogador. – ERA? Ele ainda não tinha morrido, não podia, não.
O médico saiu e nós continuamos os três calados.
- Bia, podes ir.
- Não Rúben, vai tu primeiro.
- Tens a certeza?
- Sim. Olha avisas-te a mãe dele?
- Não, a família dele está no Brasil e como pensei que não fosse grave não liguei. É melhor só ligar depois, eles também não chegarão a tempo de…
- Rúben, chega, Vai lá e pronto. – Não conseguia ouvir aquela palavra. Eu não me podia despedir dele, não.
O Rúben foi e a Inês veio para a minha beira e abraçou-me. Não falamos. Ela conhecia-me e sabia que naquele momento só precisava de um abraço.
Pouco tempo depois o Rúben chegou. Eu levantei-me logo.
- Como é que ele está?
- Está o David, com aquela cara calma mas com muitos arranhões e pensos por todo o
lado.
- Está muito mau?
- Nem sei Bia. Só de pensar que me despedi do meu melhor amigo para sempre.
- Não digas isso Rúben, ele ainda não morreu.
- Pois não, mas não falta muito. Vai lá tu agora.
- Inês tu vais lá?
- Não é que não queira, mas tu sabes que depois daquilo do teu pai eu não consigo.
Desculpem-me os dois.
- Não tens nada que pedir desculpa, a gente entende.
- Sim meu amor, nós entendemos. Assim sendo, eu vou lá.
O caminho até ao quarto em que ele se encontrava foi muito doloroso. Não chorava, as minhas lágrimas tinham-se esgotado e as fontes secado.
Entrei no quarto. A sua cara de anjo e de menino grande estava cheia de arranhões e feridas, os olhos fechados para talvez nunca mais serem abertos, os caracóis desalinhados, como eu tanto o gostava de ver. E assim estava o meu David, numa cama de hospital.
Aproximei-me dele e delicadamente lhe dei um leve beijo. Sentei-me numa cadeira ao lado da cama e dei-lhe a mão.
Não sabia se ele me ia ouvir mas mesmo assim, haviam coisas que ele tinha de saber.
- Bia…
- Fala.
- O David… ele…
- Ele o quê Rúben?
- Ele ainda está inconsciente. Está assim 3horas e os médicos disseram que se …
- Aí, fala de uma vez.
- Que se ele não acordasse em breve teriam de desligar a máquina que o faz viver. –
Quando o Rúben disse aquilo eu perdi as forças e cai no chão. Não desmaiei, apenas as minhas pernas perderam as forças. Fiquei sentada, numa posição estranha mas sentada.
Não queria acreditar no que acabara de ouvir, não, o David, o meu David, por minha culpa. Eu amo-o, eu sei que sim.
Costuma-se dizer que é nas horas más que a gente vê quem realmente é importante para nós, pois, neste momento todas as minhas dúvidas desapareceram, todas as inseguranças, medos e incerteza acabaram. Eu amo o David e ninguém, nem mesmo eu, pode duvidar disso.
O Tiago é passado, aliás, desde que conheci o David que ele sempre foi passado, mas eu, fui fraca, fui incapaz de clarificar as ideias na minha cabeça.
Agora tudo estava no seu devido lugar mas seria tarde demais? A minha mãe sempre dizia que nunca era tarde, mas neste caso eu não tinha tanta certeza disso.
Os meus pensamentos são interrompidos pela entrada do médico na sala.
- Familiares de David Marinho. – Eu, o Rúben e a Inês posemo-nos logo de pé.
- Somos nós. – Respondemos os três.
- O David continua no mesmo estado, se dentro de 10 minutos não acordar, a máquina será desligado.
- Mas doutor, porque não lhe dá mais tempo? – Perguntou a Inês, que dos três devia ser a menos nervosa.
- Porque nos casos como o do David, se o paciente não acordar nas 3horas seguintes não acorda mais.
- Quando podemos ir vê-lo? – Desta vez, foi o Rúben que perguntou.
- Era isso mesmo que lhes vinha dizer. Têm 10 minutos mais ou menos para as despedidas.
- Obrigada. – Respondeu a Inês.
- Os meus sentimentos. Era um grande jogador. – ERA? Ele ainda não tinha morrido, não podia, não.
O médico saiu e nós continuamos os três calados.
- Bia, podes ir.
- Não Rúben, vai tu primeiro.
- Tens a certeza?
- Sim. Olha avisas-te a mãe dele?
- Não, a família dele está no Brasil e como pensei que não fosse grave não liguei. É melhor só ligar depois, eles também não chegarão a tempo de…
- Rúben, chega, Vai lá e pronto. – Não conseguia ouvir aquela palavra. Eu não me podia despedir dele, não.
O Rúben foi e a Inês veio para a minha beira e abraçou-me. Não falamos. Ela conhecia-me e sabia que naquele momento só precisava de um abraço.
Pouco tempo depois o Rúben chegou. Eu levantei-me logo.
- Como é que ele está?
- Está o David, com aquela cara calma mas com muitos arranhões e pensos por todo o
lado.
- Está muito mau?
- Nem sei Bia. Só de pensar que me despedi do meu melhor amigo para sempre.
- Não digas isso Rúben, ele ainda não morreu.
- Pois não, mas não falta muito. Vai lá tu agora.
- Inês tu vais lá?
- Não é que não queira, mas tu sabes que depois daquilo do teu pai eu não consigo.
Desculpem-me os dois.
- Não tens nada que pedir desculpa, a gente entende.
- Sim meu amor, nós entendemos. Assim sendo, eu vou lá.
O caminho até ao quarto em que ele se encontrava foi muito doloroso. Não chorava, as minhas lágrimas tinham-se esgotado e as fontes secado.
Entrei no quarto. A sua cara de anjo e de menino grande estava cheia de arranhões e feridas, os olhos fechados para talvez nunca mais serem abertos, os caracóis desalinhados, como eu tanto o gostava de ver. E assim estava o meu David, numa cama de hospital.
Aproximei-me dele e delicadamente lhe dei um leve beijo. Sentei-me numa cadeira ao lado da cama e dei-lhe a mão.
Não sabia se ele me ia ouvir mas mesmo assim, haviam coisas que ele tinha de saber.
23º Capitulo - "O David não podia ter morrido…"
(Visão do Javi)
Cheguei ao Sitio combinado e ela lá estava. Estava muito bonita como na noite anterior.

Viu o meu carro, dirigiu-se a ele e entrou.
- Olá.
- Olá. Estás muito bonita.
- Obrigada
Seguimos viagem. Fomos tomar o pequeno-almoço a um café recatado.
Correu muito bem, fartamo-nos de ir e falar.
- Logo á noite jantas comigo? – Perguntei. Não sabia o que ela ia responder, mas resolvi arriscar.
- Por mim pode ser. E vamos onde?
- Pode ser em minha casa.
- Eu sabia. Eu sabia que eras igual ás outros e só querias uma coisa. Fiquei desiludida, pois eu para além de jogador também te admirava imenso como pessoa. Mas eu não vou ser um caso, não sou assim. Olha isto foi um tremendo erro. É melhor continuar tu o jogador e eu a fã. Apesar disto, gostei de te conhecer. Fica bem.
Quando acabou de falar ela saiu do carro. Não era aquilo que queria, apenas pensei em minha casa para ser mais sossegado. Não consegui reagir e deixei-a ir embora.
-------------
(Visão da Bia)
Estava á mais de duas horas a tentar ligar ao David e ele continuava com o telemóvel desligado. Eu queria falar com ele. A Inês veio comigo para minha casa, depois de eu ter dado dois estalos ao Tiago e lhe ter dito para nunca mais repetir a gracinha.
Estava a ficar mesmo preocupada com o David, ele saiu de lá com muita força.
Como eram quase 17h e ele tinha treino resolvi ir até á Caixa para ver se o via.
Chamei um táxi e eu e a Inês fomos para lá.
Chegamos pouco passava das 17h30min e nada de David a treinar. Achei muito estranho e aquele aperto do peito era cada vez maior.
O Rúben também não estava lá.
- Inês, deixa-me ligar ao Rúben sff.
Ele deu-me o telemóvel dela e eu liguei ao Rúben. Ele atendeu ao primeiro toque.
- Estou Inês? – Estava com uma voz de preocupação.
- Não, é a Bia. Sabes do David?
- Pois…
- Pois o que Rúben?
- Promete-me que vais ter calma.
- Ruben fala.
- O David teve um acidente de carro e está no hospital.
- Em que hospital?
- No hospital da Luz.
- Eu vou já para aí.
- Ok, eu espero aqui por ti.
- Rúben?
- Sim.
- Ele está muito mal?
- Sinceramente não sei, ele entrou inconsciente com os médicos e ainda ninguém em
disse mais nada. Mas o acidente foi grave … muito grave. – Desliguei. Não conseguia ouvir mais nada. O David não podia… não…isto era um pesadelo.
Um mar de lágrimas rapidamente inundou os meus olhos. Não conseguia nem queria controla-las.
Voei até ao hospital da luz. Quando entro na porta, a primeira coisa que vejo é o Rúben sentado numa cadeira a chorar. Tinham-lhe dito alguma coisa, quando falei com ele á bocado não chorava. Não podia ser … O David …
Cheguei ao Sitio combinado e ela lá estava. Estava muito bonita como na noite anterior.

Viu o meu carro, dirigiu-se a ele e entrou.
- Olá.
- Olá. Estás muito bonita.
- Obrigada
Seguimos viagem. Fomos tomar o pequeno-almoço a um café recatado.
Correu muito bem, fartamo-nos de ir e falar.
- Logo á noite jantas comigo? – Perguntei. Não sabia o que ela ia responder, mas resolvi arriscar.
- Por mim pode ser. E vamos onde?
- Pode ser em minha casa.
- Eu sabia. Eu sabia que eras igual ás outros e só querias uma coisa. Fiquei desiludida, pois eu para além de jogador também te admirava imenso como pessoa. Mas eu não vou ser um caso, não sou assim. Olha isto foi um tremendo erro. É melhor continuar tu o jogador e eu a fã. Apesar disto, gostei de te conhecer. Fica bem.
Quando acabou de falar ela saiu do carro. Não era aquilo que queria, apenas pensei em minha casa para ser mais sossegado. Não consegui reagir e deixei-a ir embora.
-------------
(Visão da Bia)
Estava á mais de duas horas a tentar ligar ao David e ele continuava com o telemóvel desligado. Eu queria falar com ele. A Inês veio comigo para minha casa, depois de eu ter dado dois estalos ao Tiago e lhe ter dito para nunca mais repetir a gracinha.
Estava a ficar mesmo preocupada com o David, ele saiu de lá com muita força.
Como eram quase 17h e ele tinha treino resolvi ir até á Caixa para ver se o via.
Chamei um táxi e eu e a Inês fomos para lá.
Chegamos pouco passava das 17h30min e nada de David a treinar. Achei muito estranho e aquele aperto do peito era cada vez maior.
O Rúben também não estava lá.
- Inês, deixa-me ligar ao Rúben sff.
Ele deu-me o telemóvel dela e eu liguei ao Rúben. Ele atendeu ao primeiro toque.
- Estou Inês? – Estava com uma voz de preocupação.
- Não, é a Bia. Sabes do David?
- Pois…
- Pois o que Rúben?
- Promete-me que vais ter calma.
- Ruben fala.
- O David teve um acidente de carro e está no hospital.
- Em que hospital?
- No hospital da Luz.
- Eu vou já para aí.
- Ok, eu espero aqui por ti.
- Rúben?
- Sim.
- Ele está muito mal?
- Sinceramente não sei, ele entrou inconsciente com os médicos e ainda ninguém em
disse mais nada. Mas o acidente foi grave … muito grave. – Desliguei. Não conseguia ouvir mais nada. O David não podia… não…isto era um pesadelo.
Um mar de lágrimas rapidamente inundou os meus olhos. Não conseguia nem queria controla-las.
Voei até ao hospital da luz. Quando entro na porta, a primeira coisa que vejo é o Rúben sentado numa cadeira a chorar. Tinham-lhe dito alguma coisa, quando falei com ele á bocado não chorava. Não podia ser … O David …
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
22º Capitulo - "A culpa era toda minha, ou melhor, do meu coração."
(Visão do Javi)
Hoje acordei com um sorriso na cara, sonhei com ela. Só a tinha conhecido ontem mas sonhei com ela. Parecia mentira. Decidi mandar-lhe uma mensagem. Sabia que ela podia achar cedo, afinal conhecemo-nos ontem mas mesmo assim arrisquei.
“De: Javi
Para : Margarida
Olá. Queria te perguntar se queres ir tomar o pequeno-almoço comigo.
Fico á espera da resposta.
Javi”
Agora já estava. Enquanto ela não respondia fui tomar banho. Cheguei ao quarto e, ainda só com uma toalha, fui ao telemóvel. Ela tinha respondido.
“De: Margarida
Para: Javi
Olá. Sim, por mim tudo bem. “
“De: Javi
Para: Margarida
Queres que te vá buscar?”
“De: Margarida
Para: Javi
Se não te importares, agradecia. A minha irmã levou o carro e assim eu tinha de ir de metro.”
Era estúpido continuarmos com as mensagens. Decidi ligar-lhe assim era mais simples.
Ela atendeu ao segundo toque.
- Ola
- Oi
- Olha dás-me a morada para te ir buscar?
- Sim, olha é xxxxxxxxxxxxx.
- Já anotei. 10 minutos estou aí ok?
- Claro. Mas vamos tomar o pequeno almoço onde?
- Não sei, depois logo se vê.
-Tudo bem.
-Beijinho
- Beijo
Tinha de me despachar. Vesti já o fato de treino do Benfica, porque tinha treino ás 10h e já não vinha a casa.
Sai em direcção á casa da Margarida.
-----------------
(Visão da Bia)
Queria voltar para trás, mas já era tarde. Não sabia onde iria arranjar forças para o enfrentar. Não que ainda sentisse algo por ele, claro que não, mas não tinha esquecido tudo o que ele me fez, e acho que nunca vou esquecer.
A Inês apercebeu-se da Situação e deu-me a mão, apertando-a com força.
Continuamos o nosso caminho. Podia ser que estivesse ali só por estar e não fosse para falar connosco.
- Hey, Bia podemos falar? – Ok, ele estava ali para falar comigo.
- O que queres Tiago? – Disse de forma seca, sem nunca largar a mão da Inês.
- Falar contigo.
- Nós não temos nada, ouve bem, nada para falar.
- Bia, aquilo foi tudo um grande mal entendido. Eu amo-te como sempre te amei.
- Tu ao menos sabes o significado do verbo amar?
- Sei, aprendi ao mesmo tempo que tu o significado dele. – Cada vez ele se aproximava mais. Já só se encontravam cerca de 5 alunos no portão, e deviam ser do 5º ou 6º ano.
- Não Tiago. Mete na tua cabeça de uma vez por todas que acabou.
- Uma história como a nossa não pode acabar assim.
- Pois, temos pena, já acabou.
- Não, eu vou-te provar que não. – Nesse momento ele quase que anula por completo o espaço entre nós. Largo a mão da Inês para o tentar empurrar para trás, mas em vão.
Ele tinha muita mais força e sem fazer muito esforço, agarrou-me nos pulsos, baixou-mos com uma das mãos, pôs a outra atrás da minha cabeça e beijou-me. Eu não o queria beijar, mas também não conseguia parar o beijo. Foi ele que o parou passados alguns segundos.
Olhei para ele que sorria ainda muito próximo de mim, olhei para a Inês que estava mais branca que a cal. Ela olhou também para mim e dirigiu o seu olhar para o outro lado da rua. Eu segui-o.
Não, não podia estar a acontecer. O David estava dentro do carro com o vidro para baixo e olhava para mim com uma cara de desapontado. Ele estava á minha espera para irmos almoçar e assistiu a tudo. Não podia ser. Queria ir ter com ele e explicar-lhe tudo. Mas, pensando bem, ia explicar o quê? Se nem eu sabia o que se tinha passado não lhe podia explicar nada. Só queria lhe dizer que eu amava, sim, eu amava-o, ou pelo menos achava que sim. Será que ainda sinto algo pelo Tiago? Não, não pode ser.
Eu amo o David. Será possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
Os meus pensamentos são interrompidos pelo ligar do carro de David. Olho novamente na sua direcção, continua com a mesma cara de desapontado. Fecha o vidro e sai dali a alta velocidade. Por mais que eu quisesse correr atrás dele não consegui. Senti as minhas pernas a perderem a força, os meus olhos a querem fechar. A última imagem que me veio á cabeça, foi a do David a olhar para mim com aquela cara de desilusão, e o pior, era que a culpa era toda minha, ou melhor, do meu coração.
Hoje acordei com um sorriso na cara, sonhei com ela. Só a tinha conhecido ontem mas sonhei com ela. Parecia mentira. Decidi mandar-lhe uma mensagem. Sabia que ela podia achar cedo, afinal conhecemo-nos ontem mas mesmo assim arrisquei.
“De: Javi
Para : Margarida
Olá. Queria te perguntar se queres ir tomar o pequeno-almoço comigo.
Fico á espera da resposta.
Javi”
Agora já estava. Enquanto ela não respondia fui tomar banho. Cheguei ao quarto e, ainda só com uma toalha, fui ao telemóvel. Ela tinha respondido.
“De: Margarida
Para: Javi
Olá. Sim, por mim tudo bem. “
“De: Javi
Para: Margarida
Queres que te vá buscar?”
“De: Margarida
Para: Javi
Se não te importares, agradecia. A minha irmã levou o carro e assim eu tinha de ir de metro.”
Era estúpido continuarmos com as mensagens. Decidi ligar-lhe assim era mais simples.
Ela atendeu ao segundo toque.
- Ola
- Oi
- Olha dás-me a morada para te ir buscar?
- Sim, olha é xxxxxxxxxxxxx.
- Já anotei. 10 minutos estou aí ok?
- Claro. Mas vamos tomar o pequeno almoço onde?
- Não sei, depois logo se vê.
-Tudo bem.
-Beijinho
- Beijo
Tinha de me despachar. Vesti já o fato de treino do Benfica, porque tinha treino ás 10h e já não vinha a casa.
Sai em direcção á casa da Margarida.
-----------------
(Visão da Bia)
Queria voltar para trás, mas já era tarde. Não sabia onde iria arranjar forças para o enfrentar. Não que ainda sentisse algo por ele, claro que não, mas não tinha esquecido tudo o que ele me fez, e acho que nunca vou esquecer.
A Inês apercebeu-se da Situação e deu-me a mão, apertando-a com força.
Continuamos o nosso caminho. Podia ser que estivesse ali só por estar e não fosse para falar connosco.
- Hey, Bia podemos falar? – Ok, ele estava ali para falar comigo.
- O que queres Tiago? – Disse de forma seca, sem nunca largar a mão da Inês.
- Falar contigo.
- Nós não temos nada, ouve bem, nada para falar.
- Bia, aquilo foi tudo um grande mal entendido. Eu amo-te como sempre te amei.
- Tu ao menos sabes o significado do verbo amar?
- Sei, aprendi ao mesmo tempo que tu o significado dele. – Cada vez ele se aproximava mais. Já só se encontravam cerca de 5 alunos no portão, e deviam ser do 5º ou 6º ano.
- Não Tiago. Mete na tua cabeça de uma vez por todas que acabou.
- Uma história como a nossa não pode acabar assim.
- Pois, temos pena, já acabou.
- Não, eu vou-te provar que não. – Nesse momento ele quase que anula por completo o espaço entre nós. Largo a mão da Inês para o tentar empurrar para trás, mas em vão.
Ele tinha muita mais força e sem fazer muito esforço, agarrou-me nos pulsos, baixou-mos com uma das mãos, pôs a outra atrás da minha cabeça e beijou-me. Eu não o queria beijar, mas também não conseguia parar o beijo. Foi ele que o parou passados alguns segundos.
Olhei para ele que sorria ainda muito próximo de mim, olhei para a Inês que estava mais branca que a cal. Ela olhou também para mim e dirigiu o seu olhar para o outro lado da rua. Eu segui-o.
Não, não podia estar a acontecer. O David estava dentro do carro com o vidro para baixo e olhava para mim com uma cara de desapontado. Ele estava á minha espera para irmos almoçar e assistiu a tudo. Não podia ser. Queria ir ter com ele e explicar-lhe tudo. Mas, pensando bem, ia explicar o quê? Se nem eu sabia o que se tinha passado não lhe podia explicar nada. Só queria lhe dizer que eu amava, sim, eu amava-o, ou pelo menos achava que sim. Será que ainda sinto algo pelo Tiago? Não, não pode ser.
Eu amo o David. Será possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo?
Os meus pensamentos são interrompidos pelo ligar do carro de David. Olho novamente na sua direcção, continua com a mesma cara de desapontado. Fecha o vidro e sai dali a alta velocidade. Por mais que eu quisesse correr atrás dele não consegui. Senti as minhas pernas a perderem a força, os meus olhos a querem fechar. A última imagem que me veio á cabeça, foi a do David a olhar para mim com aquela cara de desilusão, e o pior, era que a culpa era toda minha, ou melhor, do meu coração.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
21º Capitulo - "Não seja boba, isso se nota até na China. Eu amo você de mais."
Acordei com os raios de sol a baterem-me na cara.
Olhei para o relógio e eram 8h. Já estava super atrasada. Tinha aulas as 8h30min e ainda tinha de me vestir e apanhar o metro.
Sim, porque a minha querida mota estava na oficina. A minha mãe esta semana não estava em casa. Saiu no sábado e só volta no próximo sábado. Foi ao Porto tratar de um processo qualquer.
Levantei-me e tomei um duche rápido, sinceramente acho que foi o mais rápido de toda a minha vida. Estava a sair da casa de banho quando ouço o meu telemóvel a tocar.
Nem me lembrei de ver quem era, atendi logo.
- Sim?
- Que maneira de falar ao seu namorado.
- Desculpa, não vi que eras tu.
- Pois, desculpas.
- A sério David. Olha agora não vai dar para falar porque eu estou mesmo atrasada e
tenho de ir para as aulas.
- Está bem meu amô. Ate logo. Beijo
- Beijo
E ele desligou, achei estranho ele desligar assim tão rápido, mas nem tinha tempo para pensar nisso.
Estávamos em Maio, logo, estava calor, por isso vesti a primeira roupa fresca que em apareceu á frente.

Depois de pronta, desci as escadas a correr. Antes de sair de casa olhei para o Relógio que marcava 8h20min. Até tinha sido bastante rápida mas se não me despacha-se não chegava a tempo. Eu bem podia chegar só as 8h45min, porque a stora de filosofia chegava sempre atrasa. De todas as vezes ela arranja uma desculpa diferente, ou os filhos adormeceram, ou houve um acidente, ou o carro não pegava ou isto ou aquilo. Mas mesmo assim, ainda tinha de apanhar o metro. Conclusão, não tinha tempo de tomar o pequeno-almoço.
Abri a porta e sai disparada, até que choco contra alguém.
- Aí.
- Bom dia meu amô.
- David? O que fazes aqui?
- Vim busca-la.
- Amor, esqueceste-te que eu tinha aulas?
- Claro que não. Mas cê não disse que tava atrasada?
- Disse.
- Então, Cê vem tomar um café da manha rapidinho comigo e depois eu te deixo na escola. Quê que cê acha?
- Acho que não podia ser melhor.
- Ainda bem meu amô. Vamos? – O David virou-se a começou a andar, mas eu não me mexi um centímetro. – Que foi meu amô?
- Ainda perguntas?
- Claro né? Eu acho que não fiz nada.
- Pois, esse é o problema.
- Não tou entendendo não.
- Nunca entendes nada. – Tentei me manter séria mas a vontade de rir na cara dele era muita. Ele estava com uma cara mesmo de assustado e preocupado.
- Oh meu anjo, estou a ficar preocupado. Me fala vai, o que foi que eu fiz?
- Pergunta antes o que não fizes-te.
- Pronto, o que é que eu não fiz?
- Não me deste um beijo de bom dia. Olha isso era razão para eu te deixar de falar durante…- não pude terminar. Apenas com duas passadas ele colocou nulo o espaço que havia entre nós. E deu-me um Beijo, sim beijo com B grande. Era um beijo que em fazia lembrar a razão de ter aceite namorar com ele e esquecer todos os contras. Num simples beijo tudo se resumia.
- Agora, cê já não tá chateada comigo?
- Nunca tive totó, era só para pegar contigo.
- Tótó mas cê gosta.
- Convencido, e não, não gosto.
- Como é?
- Eu amo.
- Oh meu amô é tão bom ouvir isso sabe?
- Não, não sei.
- Como assim?
- Tu nunca me disseste. – Ele encostou a sua boca á minha orelha, deu-me um beijo suave e disse:
- Eu apenas sorri, naquele momento eram incapazes de me saírem palavras.
Demos a mão e fomos até ao carro de David.
Toma-mos o pequeno-almoço num pequeno café que o David conhecia, ele dizia que era lá que ia com o Rúben quando não queriam ser incomodados.
Ele levou-me há escola, mas deixou-me um bocado atrás do portão. Não queria que se soubesse, ainda por cima ainda nem tinha falado com a minha mãe.
Combinamos que iríamos almoçar juntos, porque eu não tinha aulas de tarde e ele só tinha treino ás 5h, assim também podia ir assistir.
Ele ficou de me vir buscar á 1h30min, no mesmo sítio em que me deixara.
As aulas correram bem, a Inês vem que tentava sacar alguma coisa mas eu não lhe dizia nada. Ela sabia que eu e ela namorávamos e isso bastava, apesar de ela ser a
minha melhor amiga e a pessoa em quem mais confio, não gosto de contar a minha vida particular. Ela conhecia-me e não insistiu mais.
Eu e a Inês estávamo-nos a dirigir para o portão, quando ele aparece. O que ele estava a fazer no portão da minha escola?
Olhei para o relógio e eram 8h. Já estava super atrasada. Tinha aulas as 8h30min e ainda tinha de me vestir e apanhar o metro.
Sim, porque a minha querida mota estava na oficina. A minha mãe esta semana não estava em casa. Saiu no sábado e só volta no próximo sábado. Foi ao Porto tratar de um processo qualquer.
Levantei-me e tomei um duche rápido, sinceramente acho que foi o mais rápido de toda a minha vida. Estava a sair da casa de banho quando ouço o meu telemóvel a tocar.
Nem me lembrei de ver quem era, atendi logo.
- Sim?
- Que maneira de falar ao seu namorado.
- Desculpa, não vi que eras tu.
- Pois, desculpas.
- A sério David. Olha agora não vai dar para falar porque eu estou mesmo atrasada e
tenho de ir para as aulas.
- Está bem meu amô. Ate logo. Beijo
- Beijo
E ele desligou, achei estranho ele desligar assim tão rápido, mas nem tinha tempo para pensar nisso.
Estávamos em Maio, logo, estava calor, por isso vesti a primeira roupa fresca que em apareceu á frente.
Depois de pronta, desci as escadas a correr. Antes de sair de casa olhei para o Relógio que marcava 8h20min. Até tinha sido bastante rápida mas se não me despacha-se não chegava a tempo. Eu bem podia chegar só as 8h45min, porque a stora de filosofia chegava sempre atrasa. De todas as vezes ela arranja uma desculpa diferente, ou os filhos adormeceram, ou houve um acidente, ou o carro não pegava ou isto ou aquilo. Mas mesmo assim, ainda tinha de apanhar o metro. Conclusão, não tinha tempo de tomar o pequeno-almoço.
Abri a porta e sai disparada, até que choco contra alguém.
- Aí.
- Bom dia meu amô.
- David? O que fazes aqui?
- Vim busca-la.
- Amor, esqueceste-te que eu tinha aulas?
- Claro que não. Mas cê não disse que tava atrasada?
- Disse.
- Então, Cê vem tomar um café da manha rapidinho comigo e depois eu te deixo na escola. Quê que cê acha?
- Acho que não podia ser melhor.
- Ainda bem meu amô. Vamos? – O David virou-se a começou a andar, mas eu não me mexi um centímetro. – Que foi meu amô?
- Ainda perguntas?
- Claro né? Eu acho que não fiz nada.
- Pois, esse é o problema.
- Não tou entendendo não.
- Nunca entendes nada. – Tentei me manter séria mas a vontade de rir na cara dele era muita. Ele estava com uma cara mesmo de assustado e preocupado.
- Oh meu anjo, estou a ficar preocupado. Me fala vai, o que foi que eu fiz?
- Pergunta antes o que não fizes-te.
- Pronto, o que é que eu não fiz?
- Não me deste um beijo de bom dia. Olha isso era razão para eu te deixar de falar durante…- não pude terminar. Apenas com duas passadas ele colocou nulo o espaço que havia entre nós. E deu-me um Beijo, sim beijo com B grande. Era um beijo que em fazia lembrar a razão de ter aceite namorar com ele e esquecer todos os contras. Num simples beijo tudo se resumia.
- Agora, cê já não tá chateada comigo?
- Nunca tive totó, era só para pegar contigo.
- Tótó mas cê gosta.
- Convencido, e não, não gosto.
- Como é?
- Eu amo.
- Oh meu amô é tão bom ouvir isso sabe?
- Não, não sei.
- Como assim?
- Tu nunca me disseste. – Ele encostou a sua boca á minha orelha, deu-me um beijo suave e disse:
- Eu apenas sorri, naquele momento eram incapazes de me saírem palavras.
Demos a mão e fomos até ao carro de David.
Toma-mos o pequeno-almoço num pequeno café que o David conhecia, ele dizia que era lá que ia com o Rúben quando não queriam ser incomodados.
Ele levou-me há escola, mas deixou-me um bocado atrás do portão. Não queria que se soubesse, ainda por cima ainda nem tinha falado com a minha mãe.
Combinamos que iríamos almoçar juntos, porque eu não tinha aulas de tarde e ele só tinha treino ás 5h, assim também podia ir assistir.
Ele ficou de me vir buscar á 1h30min, no mesmo sítio em que me deixara.
As aulas correram bem, a Inês vem que tentava sacar alguma coisa mas eu não lhe dizia nada. Ela sabia que eu e ela namorávamos e isso bastava, apesar de ela ser a
minha melhor amiga e a pessoa em quem mais confio, não gosto de contar a minha vida particular. Ela conhecia-me e não insistiu mais.
Eu e a Inês estávamo-nos a dirigir para o portão, quando ele aparece. O que ele estava a fazer no portão da minha escola?
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